
segunda-feira, 10 de setembro de 2007

domingo, 9 de setembro de 2007

domingo, 2 de setembro de 2007
13 Distrito, de Pierre Morel - 2
Barton Fink, de Joel e Ethan Coen - 3
Blow Out, de Brian De Palma - 3
Close-up, de Abbas Kiarostami - 4
Duro de Matar 4.0, de Len Wiseman - 3
Estamira, de Marcos Prado - 3
Estranhos no Paraíso, de Jim Jarmusch - 3
Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman - 4
Nanook, de Robert Flaherty - 3
O Homem ComUma Câmera, de Dziga Vertov - 4*
Planet Terror, de Robert Rodriguez - 3
Ratatouille, de Brad Bird - 4
Simpsons-O Filme, de Davis Silverman - 3
Stanley Kubrick, Imagens de Uma Vida, de Jan Harlan - 5
Videodrome, de David Cronenberg - 3
*Revistos
quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Era de se suspeitar da permanência da capacidade de imaginação e inovação da Pixar, primeiro porque foi recém comprada pelo grupo Disney e não sabíamos qual poder de interferência do grupo e segundo, pelo longa anterior da Pixar: Carros, que foi considerado um filme mediano em comparação aos anteriores da empresa. Ratatouille, além de ser um deslumbre visual, se coloca como um dos principais filmes feitos poe eles.
Apesar de estilizado, Remy, o ratinho que protagoniza o filme não se parece com um rato de boutique, (como, por exemplo Mickey?) ele aparenta ser um ratinho comum e isso poderia se transformar num grande risco para o sucesso do longa, visto que esse rato quer cozinhar num grande restaurante. Isso tudo além de estranho soa forçado, e o modo com que isso foi trabalhado é que completa o filme provoca lembranças dos antigos desenhos da Disney, por exemplo, em que o lúdico se encontra com o inimaginável aparecem várias vezes durante o longa como: Remy guiando o aspirante a cozinheiro pelos cabelos, o exército de ratos perseguindo o ex-chefe de cozinha do restaurante e ajudando nos afazeres da cozinha, e com as mãos limpas!
É lugar comum mencionar o capricho que cada animação da Pixar promove e cada filme avança horrores na questão técnica e Ratatouille não foge a regra: do acerto na concepção dos cenários e enquadramentos, no ritmo da narrativa, na transposição de uma Paris cotidiana e idealizada(alguns cenários externos chegam a parecererm reais), e ao acerto em caricaturar os personagens humanos de forma a fácil identificação. ****

sexta-feira, 3 de agosto de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
A Cor do Dinheiro, de Martin Scorcese - 3
Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore - 4*
Filhos da Esperança, de Alfonso Cuarón - 4
Harry Potter e a Ordem da Fênix - 3
Lavoura Arcaica, de Luís Fernando Carvalho - 5*
Munique, de Steven Spielberg - 5*
Notas sobre um Escândalo, de Richard Eyre - 3
Paris, Texas, de Win Wenders - 3
O Desespero de Veronica Voss, de Rainer Werner Fassbinder - 3
Os Produtores, de Susan Stroman - 1
Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado - 3
Rocco e seus Irmãos, de Luchino Visconti - 5
Tempo de Guerra, de Jean-Luc Godard - 2
Transformers, de Michael Bay - 2
Vestida para Matar, de Brian De Palma - 3
*Revistos
segunda-feira, 30 de julho de 2007
quarta-feira, 18 de julho de 2007
A Marca da Maldade, de Orson Welles - 4
Cão se Dono, de Beto Brant - 3
Cidadão Kane, de Orson Welles - 4
Conceição, Autor bom é autor morto, da (UFF) - 2
Crônica de Anna Magdalena Bach, de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet - 2
Luz de Invierno, de Alexandro Arroz - 2
Proibido Proibir, de Jorge Durán - 3
Os doze trabalhos, de Ricardo Elias - 1
Quem bate à minha porta?, de Martin Scorcese - 3*
Santiago, de João Moreira Salles - 4
Zodíaco, de David Fincher - 3
segunda-feira, 18 de junho de 2007

sábado, 2 de junho de 2007
terça-feira, 15 de maio de 2007

Vez ou outra no cinema aparecem filmes que não se contentam só em contar uma história, mas aplicar o ponto de vista do autor sobre ele, contando algo já conhecido ou não. Cria-se então algo híbrido, algo que normalmente rompe de certa forma com o esperado e se une a recursos antes não aceitáveis para que aquela estrutura viessa a ser mostrada. Junto a isso vem o risco de se afundar sobre sua própria ambição. Considero que recentes filmes como Cruzadas, Coracão de Cavaleiro e Moulin Rouge se encaixem nesse perfil, sendo que apenas o último corresponda e supera as expectativas. A meu ver, Maria Antonieta entra para esse grupo e, como Moulin Rouge, atinge sua proposta.
Diretora de grande apuro visual e de sensibilidade musical, Sofia Coppola faz um filme considerando que Maria Antonieta seria uma mercadoria liberada da Áustria diretamente para a corte francesa. Encapsulada pela distância da família, frieza do marido e repulsa pelo "estilo-de-vida-da-corte", Maria Antonieta cria para si um universo próprio. A maneira de Sofia mostrar esse universo se transmite em : música cotemporânea (principalmente a dos anos 80), figurinos que de tão trabalhados que nos dão a impressão de um conto de fadas, montagem acompanhado a cadência da trilha, com certos momentos mais parecendo um imenso videoclipe. Aqui vale ressaltar seu acerto na escolha das músicas, que não só se resolvem como se tornam algo único, não dando para pensar em dissociá-las das cenas. Nos aspéctos técnicos o comparo a Barry Lindon, com visual exuberante das roupas, cenários riquíssimos, diferenciando na fotografia, que em Barry Lindon é amplamente baseada na iluminação natural e em Maria Antonieta é criado um aspecto "plástico", um excesso, quase que como que se as pinturas que retratam a corte ganhassem vida.
A diretora retoma aqui muitas aspectos de seu filme anterior Encontros e Desencontros, onde Charlotte, longe da família e num casamento problemático se perde nas ruas de Tóquio procurando sentido a sua vida. De certa forma Sofia faz de Charlotte e Maria Antonieta uma só. Ambas perdem seu olhar no horizonte, uma na Tóquio cosmopolita, outra nos imensos jardins franceses. As festas se repetem, incluindo ai as músicas. Ela basicamente "conta a mesma história" seja no Japão atual ou na corte francesa do século XVIII.
O filme é acusado de ser superficial. E é extremamente superficial, diferenciando bastante de filmes passados em época semelhante, onde o fardo de se mostrar um grande fato ou passagem é mostrado por vezes de forma acadêmica e engessada. Em Maria Antonieta não, não há essa proposta em nenhum momento, o fio narrador reside em Maria do início ao fim, inocentando-a de tudo qua acontecia ao seu redor por pura ignorância do que acontecia a sua volta pelo isolamento da corte com a população. Enfim, Sofia nos deu nova visão de uma das personagens mais marcantes da história recente. Se não foi bem assim, isso é cabe aos historiadores discutir, não a arte. *****
terça-feira, 1 de maio de 2007
300, de Zack Snyder - 3
Amadeus, de Milos Forman - 5*
Amantes Constantes, de Philippe Garrel -3
Cartas de Ivo Jima, de Clint Eastwood - 2
Evil Dead, A Morte do Demônio, de Sam Raimi -1
Happy Feat - de George Miller - 3
Ladrões de Bicicleta, de Vittorio de Sica - 4
O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia - 4
O Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein -4*
Maria Antonieta , de Sofia Coppola - 5
Viagem à Itália, de Roberto Rossellini - 3
*Revistos
domingo, 8 de abril de 2007
A Lista de Schindler, de Steven Spielberg - 4*
A Rainha, de Stephen Frears- 3
Entreato, de René Clair - 4
Memórias de Uma Gueixa, de Rob Marshal - 3*
O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene - 3*
Prenda-me Se For Capaz, de Steven Spielberg - 4*
Um Cão Andaluz, de Luis Buñuel - 4*
*Revistos
sábado, 3 de março de 2007
![[A-dama-na-agua-3.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSNVqNEIwHESluznnXoDgUwkBiJorQYPr67pzYV0AL_2LN0mUP460rcitFBeMJIJ_G1X3tKvSwl8r-77QzDV69NK5zfyWgzfYmM3wzMRXln8LOygPNOH1MbpK2q4VAzABSHx69UiX9jOc/s1600/A-dama-na-agua-3.jpg)
Esse foi um filme em que aguardei com grande ansiedade pois, além de gostar dos filmes anteriores do diretor, as informações obtidas pelos trailers e sites era que ele mostraria um conto lúdico, infantil até, que diferenciaria um pouco de suas obras anteriores. Tinha brigado dom a Disney por se não ceder a pressões e manter fiel ao seu argumento, ponto a favor, pois sempre é bom sabermos que um determinado filme segue uma linha autoral. Mas, vendo o filme, (já nos seus 15 minutos) minhas ilusões haviam se dissipado completamente. Eu via a cada 5 minutos um aconteciamnto incompreencível na tela, e a coisa toda ia ganhando ares de comédia mal focada. Tudo para mim soou estranho, desde a fotografia (ao passo que o poster do filme é um dos melhores ja vistos por mim) para mim problemática e pelo roteiro esquisitíssimo que vai se desenrolando de uma forma esquemática e burra, na minha opinião. Nunca vi James Newton Howard tão sem inspiração.
Para mim, a câmera de Shyamalan sempre foi um elemento importante em seus filmes pela ousadia e novidade: planos diefrenciados, com sua "pegada", seu tempo, mas que em A Dama da Água perdeu a mão, se tornando algo pedante e confuso de se ver. A história melhora um pouco conforme o filme avança, mas infelizmente não compreendi a proposta do diretor: fazer um conto de fadas em que ele não nos da nada de lúdico, nos "pede" para acreditar nessa história sem nos dar recursos para nós a acharmos razoavelmente crível, e um punhado de atores coadjuvantes construidos de forma caricata com falas apenas para nós montarmos nosso quebra-cabeça quando eles finalmente forem decisivos para o desfecho. Paul Giamatti e Bryce Dallas se esforçam, acho que o papel de Giamatti o melhor construído, tanto pelo ator como pelo caminho de seu personagem, mas isso apenas não basta para se possuir envolvimento. Labirinto do Fauno vai bem nesse sentido.
Essa não é minha opinião final, sei que preciso ver de novo, sei que muita gente gostou. Shyamalan marece outra chance. **

